| Anais da 22ª SEPEX 2025 - 2025-10-20 a 2025-10-24 |
|---|
| Estande | Biodiversidade nos Solos: importância nas dunas e nas lavouras | | Responsável | Paulo Emilio Lovato | | Trabalho | Diversidade de camarinha (Gaylussacia brasiliensis) e de microrganismos associados nas dunas da Lagoa da Conceição | | Área | Meio Ambiente | | Tipo | Painel | | Autor(es) | Anna Flávia Neri de Almeida - Autor(a) Paulo Emilio Lovato - Autor(a) | | Descrição | 3. As áreas de restinga possuem solos arenosos com baixa fertilidade e capacidade de retenção de água, sendo altamente vulneráveis a perturbações antrópicas, como queimadas e a introdução de Pinus spp. Este estudo investigou os efeitos dessas perturbações sobre as propriedades físico-químicas, microbiológicas e bioquímicas do solo ao longo das estações do ano no Parque Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, Florianópolis, SC, Brasil. Foram comparadas áreas queimadas (F), invadidas por Pinus (P), com ambas as perturbações (PF) e uma área controle (N). Solos queimados apresentaram maior pH, condutividade elétrica e matéria orgânica, devido ao aporte de cinzas, enquanto áreas com Pinus spp. exibiram menor atividade enzimática e hidrólise de diacetato de fluoresceína (DAF), associadas à alta relação C/N da serapilheira. A sazonalidade influenciou a atividade enzimática, reduzida nos períodos mais quentes devido à menor umidade do solo. A diversidade fúngica endofítica de Gaylussacia brasiliensis foi analisada, identificando-se 1.163 táxons no nível de ASV, com maior riqueza fúngica em áreas perturbadas, favorecendo fungos saprofíticos e resistentes ao fogo, como Penicillium, Fusarium e Mortierella. A diversidade foi mais equilibrada em áreas regeneradas após queimadas, e maior no inverno. Fatores edáficos, como pH, cálcio e magnésio, influenciaram a estrutura da comunidade fúngica. Os resultados ressaltam a importância de considerar fatores históricos e sazonais na gestão dos ecossistemas de restinga e a necessidade de estratégias específicas para mitigar os impactos das queimadas e da invasão por espécies exóticas. O exame microscópico mostrou que as raízes finas (hair roots) de G. brasiliensis tem uma estrutura simples, composta por epiderme, endoderme e estela central. A ocorrência de micorrizas ericóides é indicada pela presença de hifas nas células epidérmicas. As raízes secundárias apresentam apenas xilema secundário e córtex, e as raízes finas mostram colonização fúngica em suas seções transversais, com hifas degradadas ou íntegras. A microscopia eletrônica de transmissão revelou detalhes da interação entre hifas e células epidérmicas, incluindo a penetração das hifas. As raízes finas, em contato direto com o solo, atuam na absorção de nutrientes, enquanto as raízes secundárias e principais têm um papel mais relacionado ao transporte. A colonização micorrízica é exclusiva das raízes finas. A presença de ascomicetos e basidiomicetos nas raízes finas pode indicar uma estratégia de sobrevivência fúngica. A ressíntese da associação das raízes com fungos selecionados está em andamento e envolverá análises microscópicas. A análise molecular preliminar baseada em marcadores AFLP indicou baixa diferenciação entre as populações da Lagoa da Conceição, em Florianópolis e a Serra do Tabuleiro, no município de Palhoça. A análise de Variância Molecular sugere que a diversidade é basicamente encontrada dentro das populações. Uma análise multivariada demonstrou que alguns indivíduos de ambas as populações são mais diferenciados |
|