| Anais da 22ª SEPEX 2025 - 2025-10-20 a 2025-10-24 |
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| Estande | PET Pedagogia: ERER, Decolonialidade e Educação Ambiental | | Responsável | Adriana Angelita da Conceicao | | Trabalho | PET Pedagogia: ERER, Decolonialidade e Educação Ambiental | | Área | Educação | | Tipo | Painel | | Autor(es) | Adriana Angelita da Conceicao - Autor(a) | | Descrição | NO ITEM “DADOS DO ESTANDE” A DESCRIÇÃO, equivocadamente, NÃO FOI ENVIADA E NÃO FOI POSSÍVEL EDITAR.
NESTE SENTIDO, SEGUE PRIMEIRO A DESCRIÇÃO DO ESTANDE E DEPOIS A DESCRIÇÃO DO TRABALHO.
“DADOS DO ESTANDE”: item DESCRIÇÃO:
O PET Pedagogia iniciou suas atividades em 2007 e nas suas quase duas décadas de atuação, vem contribuindo com a consolidação e fortalecimento do curso de Pedagogia da UFSC, assim como, na formação do magistério da Educação Básica em Santa Catarina. O PET Pedagogia constrói, atualmente, suas frentes de atuação vinculadas aos seguintes eixos temáticos: Literatura Infantil e Juvenil; Práticas Educativas e Processos de Escolarização de Educação de Jovens e Adultos (EJA); Educação para as relações Étnico-Raciais ERER e Educação Ambiental Crítica em diálogo com o Pensamento Decolonial. Neste sentido, sendo a SEPEX um evento de grande repercussão regional, no qual a UFSC abre suas portas para que a comunidade interna e externa acesse um relevante evento de divulgação científica e cultural, o PET Pedagogia apresenta sua proposição em compor um dos estandes da Feira de Ciências, apresentando suas atividades de pesquisa, ensino e extensão, de modo interativo e acolhedor.
O estande contará com a presença de no mínimo dois bolsistas petianos como atendentes que apresentarão aos visitantes a atuação do grupo. Deste modo, considerando a temática da 22° edição da SEPEX, “Planeta Água: Cultura Oceânica para Enfrentar as Mudanças Climáticas no meu Território”, o PET Pedagogia preparou um jogo de tabuleiro, intitulado "Fim do mundo". O jogo apresenta discussões teóricas e práticas que perpassam a Educação Ambiental Crítica, em diálogo com autores como Ailton Krenak e Malcon Ferdinand. O jogo propõe um diálogo com os visitantes e as visitantes de modo a contribuir com o desenvolvimento da consciência crítica em relação às questões que perpassam os desafios mundiais postos às questões climáticas, em profundo diálogo com os desafios regionais, dando especial atenção ao fato da UFSC, no campus Trindade, está em uma ilha na qual a relação com o oceano precisa ser uma pauta educacional, social, política e econômica. Por fim, além do jogo de tabuleiro, o estande contará com a exposição de materiais bibliográficos (literatura infantil e infanto-juvenil) referentes ao eixo temático Educação para as relações étnico-raciais – ERER; exposição e explicações sobre os projetos de extensão, ensino e pesquisa do grupo por meio de banners e cartazes, incluindo a exposição do Boletim Informativo "Abiudum" que apresenta produção bibliográfica que discute a Educação para as relações étnico-raciais – ERER na formação e atuação docente.
“TRABALHO”: item DESCRIÇÃO:
As questões ambientais – como área interdisciplinar – é uma temática emergente do século XXI, a qual à escola e a formação de professores e professoras precisa atuar de modo articulado e efetivo, considerando que problemas ambientais exigem ações das diversas esferas sociais, na intersecção entre educação, justiça social e socioambiental.
Neste sentido, o PET Pedagogia entre suas ações de pesquisa, ensino e extensão tem problematizado as questões ambientais em diálogo com o pensamento decolonial, possibilitando ponderações sobre os atravessamentos que constituem os desafios das emergências climáticas como tema, sobretudo, educacional.
O PET Pedagogia vem construindo análises que apresentam a interação entre ERER, Decolonialidade e Educação Ambiental como discussão que precisa pautar as proposições da educação antirracista, considerando que justiça ambiental só pode existir intrinsicamente vinculada à justiça social. Portanto, ao refletir sobre a formação docente crítica, o PET Pedagogia desenvolveu o jogo de tabuleiro “Fim do mundo" construído em formato de cartas, compostas no método de perguntas/respostas, seguindo uma trajetória. O jogo objetiva refletir questões que pautem a emergência climática em diálogo com os fenômenos sociais, políticos, econômicos e culturais na constituição histórica do Brasil. Assim, com base no estudo das obras, “Ideias para adiar o fim do mundo” de Ailton Krenak (2019) e “Uma ecologia decolonial: pensar a partir do mundo caribenho” de Malcon Ferdinand (2022) as perguntas foram criadas com o objetivo de instigar o debate entre o público visitante da SEPEX. Em perspectiva pedagógica e formativa, o jogo intui contribuir para a formação da consciência crítica em relação às questões ambientais, pois, para se preservar biomas e florestas, é necessário, antes de tudo, que as pessoas que ocupam, vivem e co-criam nesses espaços sejam respeitadas e valorizadas. Do mesmo modo, que seus saberes precisam ser pautados pelos saberes científicas, em relações respeitosas e de construção coletiva. Desta forma, as questões ambientais, são, por fim, questões políticas e econômicas que precisam constituir o currículo escolar e precisam ser problematizadas na formação docente. Portanto, com a provocação do “Fim do mundo” o jogo foi construído para gerar reflexões e “vontade de saber mais”. A narrativa, entre perguntas e respostas, não é fatalista, mas constrói uma trajetória de análise na qual seja possível manter a esperança na possibilidade de “adiar o fim do mundo” por meio de práticas politicamente conscientes e eticamente voltadas à garantia dos direitos humanos associados aos direitos da Terra – vistos como intrinsicamente inseparáveis.
Com o objetivo de pulverizar as inquietações e aprendizados, os participantes do jogo receberão como prêmio um adesivo com frases e imagens que reforçam a arte adesiva como expressão artística de resistência social, ao transmitir mensagens/imagens de cunho político, social e cultural. A proposição do prêmio, através dos adesivos, intenciona a disseminação de ideias reflexivas e que contribuam com as discussões das emergências climáticas, frente ao negacionismo científico e ao obscurantismo intelectual tão presentes no Brasil nos últimos anos, ou seja, não se trata de reforçar práticas meritocráticas, mas de difundir de modo crítico-científico ações e possibilidades de mudanças de atitude.
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