| Anais da 22ª SEPEX 2025 - 2025-10-20 a 2025-10-24 |
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| Estande | LABHIN - Laboratório de História Indígena | | Responsável | Adriana Aparecida Belino Padilha de Biazi | | Trabalho | História às Margens: geografias políticas mundiais e fronteiras territoriais indígenas entre os Andes e a Amazônia no periodo (pré)colonial e suas repercussões contemporâneas | | Área | Cultura | | Tipo | Painel | | Autor(es) | Juliana Salles Machado Bueno - Autor(a) | | Descrição | Esta pesquisa tem como objetivo a compreensão do uso da noção de fronteira (Barth 1969) e os seus efeitos no sentido de obliterar as múltiplas e ainda pouco exploradas relações entre as terras baixas da Amazônia e as áreas altas da região Andina, mais especificamente a área localizada atualmente entre as porções leste da Bolivia e do Peru e a Amazônia ocidental brasileira. Nesse sentido, busca fluidificar uma dicotomia instaurada ainda no período colonial entre as chamadas civilizações Andinas e as zonas florestadas das terras baixas, ocupadas por populações indígenas que ficaram conhecidas como ahistóricas, com formas sociais menos estáveis, e cujas formas de organização seriam horizontais, sem a formação de um Estado (CLASTRES 2003). Consolidada no século XX pelas categorias classificatórias de cunho evolucionista promulgadas no Handbook of South American Indians no âmbito da Antropologia, essa ruptura foi decisiva tanto para orientar os recortes acadêmicos posteriores acerca das populações ameríndias, quanto para oficializar uma certa historia destas populações e regiões (Monteiro 1994, Carneiro da Cunha 1992, Almeida 2017, Sposito 2006). Refletir sobre as sobreposições e articulações entre as populações dessas regiões separadas à época da conquista espanhola e portuguesa, pode nos revelar formas de interações interétnicas que vão além das fronteiras sócio-ambientais tão reificadas nas categorizações ocidentais.Os modelos de cultura ocidentais pautados em torno do poder do Estado, da economia agrícola e da materialidade monumental da permanência, reencontrado na noção de Patrimônio Cultural “de pedra e cal” no início do século XX se opunham aqui a transitoriedade dos ritmos da caça e coleta, manejo agroflorestal e construções orgânicas. Para tanto, volto-me para a análise de fontes históricas, arqueológicas e etnográficas que possam fornecer indícios das distintas relações estabelecidas entre as diversas populações indígenas que viviam nesta região extrapolando as fronteiras estabelecidas. |
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CATALOGAÇÃO NA FONTE PELA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
| | Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão(22. : 2025 : Florianópolis/SC Anais [Recurso eletrônico] / 22. Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão, SEPEX. - Florianópolis : UFSC : 2025. 1. Ensino Superior. 2. Extensão universitária - Avaliação. I. Universidade Federal de Santa Catarina. II. SEPEX. VII. Título.
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